A deflação do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acentuou-se em meados do mês, refletindo a continuidade do movimento de baixa dos alimentos, que haviam subido fortemente desde o início do ano.
A queda do IPC-S foi de 0,13 por cento na segunda prévia de julho, ante baixa de 0,08 por cento na primeira, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.
Analistas consultados pela Reuters previam estabilidade do indicador, segundo a mediana de 10 respostas que ficaram entre recuo de 0,08 por cento e alta de 0,06por cento.
Os preços do grupo Alimentação declinaram 0,96 por cento na segunda leitura do mês, ante 0,73 por cento na primeira. O movimento deveu-se sobretudo a um recuo maior das Hortaliças e legumes, de 7 por cento.
Os custos de Vestuário diminuíram a alta para 0,03 por cento nesta leitura, ante avanço anterior de 0,20 por cento. Os de Transportes mantiveram-se em queda, de 0,15 por cento na segunda prévia de julho, contra baixa de 0,14 por cento na primeira.
As maiores quedas individuais de preços foram de tomate, batata-inglesa, leite longa vida, açúcar refinado e cebola.
Por outro lado, os grupos Saúde e cuidados pessoais e Despesas diversas tiveram aumentos maiores de preços na segunda leitura do mês, de, respectivamente, 0,55 e 0,74 por cento, ante 0,48 e 0,60 por cento nos dados anteriores.